domingo, 20 de junho de 2010

CATEGORIA DE TRABALHADORES DE PARAUPEBAS UNIDA PRESSIONA E PREFEITO CEDE

A categoria de TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE PARAUPEBAS recusou a proposta de reajuste do governo de 5,3%, decretou estado de greve desde o dia 1º de junho e organizou um movimento que ganhou as ruas de Parauapebas com cerca de 3 mil pessoas e aulas suspensas em todo o município . A Prefeitura Municipal de Parauapebas, através de sua Procuradora Geral, Drª Quésia Lustosa (foto), conseguiu uma liminar no dia 15 de junho, no TJ-PA, determinando que os professores da rede pública municipal retornem às aulas em 24 horas com pelo menos 75% do efetivo, sob a pena de multa diária de R$5.000,00 (cinco mil reais), até que seja julgado o mérito da ação. A liminar cita ainda que haja multa de R$1.000,00 (um mil reais) para qualquer ação que impeça aluno ou professor de participarem das aulas e autoriza a PMP a descontar os dias dos faltosos a partir do dia 16/06/2010.

No dia 17 de junho professores da rede municipal de ensino fizeram piquete na porta da Prefeitura de Parauapebas, vistoriando todos os veículos que de lá saiam. O objetivo era não deixar o prefeito Darci Lermen (PT) sair sem ouvir as reivindicações dos educadores parauapebenses.Só desocuparam quando o prefeito assinou um termo de compromisso garantindo que receberia os grevistas no outro dia.

Depois de quatro horas reunidos no dia 18, na busca de uma solução, SINTEPP e Prefeitura de Parauapebas entraram, finalmente, em acordo. A prefeitura concederá reajuste salarial de 6,49% (percentual dentro do limite prudente para que a gestão municipal não ultrapasse a barreira legal da Lei de responsabilidade fiscal), seis meses de licença maternidade, abono das faltas, volta da licença prêmio (retirada no governo da BEL), renovação de todos os contratos, discussão do PCCR, abertura de todas as contas da prefeitura para o SINTEPP se certificar da atual condição financeira do município e em contrapartida os professores retornarão ao trabalho na próxima segunda-feira(21/06/2010).
Com relação à ocupação do prédio da prefeitura, o prefeito Darci afirmou que em nenhum momento esteve em cárcere privado, e caso ocorresse acionaria a justiça para tomar as providências cabíveis. “Fiquei trabalhando no meu expediente normal, até 22 horas como todos os dias. Não me senti acuado, logo porque são trabalhadores fazendo suas reivindicações”, esclareceu.
Os professores tentaram entregar para o prefeito um abaixo-assinado, com 500 assinaturas, pedindo a demissão do Secretário Municipal de Educação Raimundo Neto. Entretanto, Darci Lermen não recebeu o documento, e afirmou que poderia até receber, mas não acataria a decisão da categoria.
O restante da pauta de reivindicações ficou para ser discutido posteriormente, em reuniões com a direção dos sindicatos e PMP, que serão ainda marcadas.
Adaptado de :www.zedudu.com.br + informações da sub sede.